quinta-feira, 5 de março de 2009


Gravidez Planejada

Vale a pena adiar o sonho de ser mãe?



Tornar-se mãe é o maior desejo de quase todas as mulheres. Esta sempre foi uma prioridade tanto que, há até bem pouco tempo, tinham uma vida de dedicação plena ao marido, aos filhos, à vida doméstica, enfim, somente à família. Hoje, as mulheres - principalmente as de classe média - têm outros objetivos e perspectivas como conquista de novos espaços, realização pessoal nos campos afetivo, profissional, social, financeiro e sexual.
Os métodos contraceptivos absolutamente confiáveis, atualmente, como a pílula anticoncepcional, já há quase quatro décadas vêm mudando radicalmente o comportamento sexual feminino, propiciando independência em termos de prevenção da gravidez não desejada, o que antes era possível somente com a participação efetiva do homem.
Com o domínio da concepção, as mulheres assumiram nova postura na sociedade, saindo do lar e entrando no mercado de trabalho. Assim, tornaram-se "independentes e emancipadas" sob os pontos de vista sexual e financeiro, mudando suas prioridades quando comparamos as mulheres do final do século passado e início do século 21 com as de gerações anteriores, cujo horizonte restringia-se, na maioria das vezes, a casar e ter filhos, mal saídas da adolescência.
Esta nova postura não significa que as mulheres não queiram mais casar nem ter filhos, mas sim que essa decisão vem sendo postergada pelos mais variados motivos, dentre os quais se destacam a prioridade pela formação profissional e acadêmica, viagens e independência financeira, dentre outros.
Se por um lado esses motivos são absolutamente compreensíveis, por outro, os estudos mostram que as chances de gestação diminuem com a idade, em decorrência de problemas ginecológicos inúmeros, como cistos, miomas, infecções e endometriose, além de fatores decorrentes da própria idade, pois os óvulos perdem a capacidade de gerar bons embriões, com o tempo. Evidentemente que, cada mulher, com seu livre arbítrio, tem sua razão individual para adiar a gravidez, mas é preciso levar em conta as complicações decorrentes do tempo.
O aprimoramento das técnicas de reprodução assistida e a introdução de novos e modernos tratamentos podem transmitir a falsa sensação de que a infertilidade conjugal é um problema de fácil solução. Nesse aspecto, entretanto, ainda é melhor prevenir do que remediar, uma vez que os tratamentos podem ser longos, caros e, por vezes, mal sucedidos.
A idade ideal para se ter um filho, de maneira a garantir que a gestação ocorra com mais facilidade e maiores chances de sucesso é no final da adolescência, mas isto nem sempre é o ideal ou o possível. No entanto, para garantir que a gestação ocorra com mais facilidade e maiores chances de sucesso o ideal é não ultrapassar os 35 anos de idade. Para isso, é necessário planejamento.
Se o casal tem como objetivo constituir família com filhos, deve-se priorizar este projeto a fim de evitar problemas futuros e não deixá-lo por último, depois da carreira e da viagem para a Europa, por exemplo. A opção por atrasar a chegada do bebê pode ser irreversível, mas a carreira e a viagem com certeza não o são.
Acompanhamos, com certa preocupação, a divulgação de verdadeiros "milagres", como a possibilidade real e imediata de congelar óvulos hoje e conseguir a gestação com facilidade daqui a alguns anos, sem, no entanto, deixar claro as reais taxas de gravidez obtidas por esse método.
Esses e outros aspectos devem ser objeto de avaliação por parte da mulher que pretende constituir família. Nesse sentido, torna-se fundamental que ela procure ter orientações claras e precisas de seu ginecologista, especialmente quando tiver que decidir prioridades em suas vidas, entre elas a de quando ser mãe. Vale lembrar que a mesma ciência que contribuiu de modo fundamental e eficaz no controle da fertilidade ainda não oferece as mesmas chances no tratamento da infertilidade.


Dr. Newton Eduardo BussoGinecologista e obstetra, especialista em reprodução humana e um dos diretores do Projeto Beta - Medicina Reprodutiva com Responsabilidade Social

quarta-feira, 4 de março de 2009

Saiba tudo sobre gravidez

Sintomas de gravidez




Com a gravidez, o corpo feminino sofre profundas alterações, mas são perfeitamente naturais e não costumam ter grandes consequências.
O aumento de peso é, provavelmente, o sintoma de gravidez menos desejado da gravidez, mas é também das mais naturais. O aumento de peso é progressivo,e é mais intenso durante o 3° trimestre de gestação . Esse aumento de peso é distribuído pela placenta, líquido amniótico, bebê, retenção de líquidos, aumento do tecido adiposo e do volume do sangue. A variação seria em torno dos 12 aos 14Kg, números que podem variar de acordo com a constituição física de cada pessoa. A grávida deve ter o cuidado de não aumentar excessivamente de peso. Para tanto, deve fazer uma alimentação equilibrada e praticar exercício físico .
Os seios também sofrem alterações provocadas pela gravidez. Eles aumentam de peso, ficam mais sensíveis e dolorosos. As auréolas que rodeiam os mamilos aumentam de tamanho e podem mudar de tonalidade: mais escuras nas morenas e rosadas nas mulheres de pele clara.
Durante a gravidez, os alguns hormônios aumentam a proteção da melanina, que é o pigmento que confere o tom da pele, por isto, podem aparecer manchas escuras no rosto, principalmente na testa, nariz e maças do rosto.Nos seios, quadris e abdómen podem aparecer estrias. Nas pernas, podem aparecer varizes e alguns aglomerados de vaso sanguíneos que parecem tomar a forma de uma rosácea.
Quando não contém um feto, o útero apresenta o formato e tamanho de uma pêra invertida. Contudo, durante a gravidez, vai passar por muitas alterações. O útero vai aumentando de tamanho em função do crescimento e do desenvolvimento do feto. No final da gravidez o útero pode chegar até ao diafragma, o que poderá originar dificuldades respiratórias.
O funcionamento do coração também se altera durante a gravidez. Para que haja um volume suficiente de sangue para a mãe e seu bebê, o coração precisa realizar um esforço maior, o que torna seus batimentos cardíacos mais frequentes.
À medida que o bebê vai crescendo e aumentando de peso, o útero aumenta de tamanho e comprime as veias pélvicas, o que dificulta o retorno do sangue e origina as varizes. O abdómen materno aumenta de tamanho e peso, o que pode provocar dores na região lombar e cervical, especialmente a partir do 4º ou 5º mês de gestação.
O aparelho digestivo das mulheres grávidas sofrem com as náuseas, vômitos e azia, além das dificuldades de digestão no último trimestre.